
mutações
March 8th, 2010semana poética
March 5th, 2010prá finalizar – mañana, na cachalote rola o seguinte:

sabadão com lei.
andarei até lá, morro acima, de enfarte.
issa izakayá: ouro
March 1st, 2010prá me tirar do ramadã não é difícil.
semana passada fui ao 210 dinner, do benny, comi bem e no clima do pico, do som e do aniversário da daniela tive que tomar uma quadra de j daniels (o que duplicou o valor da conta). a comida tava ótima. cheguei cedo, as 7h, tava abrindo.
mandei um bacon, um cheeseburguer no ponto certo e um cheesecake, muito bom também.
preciso voltar lá quando estiver mais magro. espero que seja logo.
mas a fome voltou lá pelas nove da noite, liguei pro jb e fomos no issa izakayá, um lugar genial, comandado por três sensacionais senhouras – felinianas autênticas nascidas fora da bota – que levam o issa com toque certo desde dezembro último.
são senhoras que conhecem o ofício, lá sobra simpatia, eficiência, petiscos supimpas e álcool do bom. pena que não pode mais fumar, seria um lugar perfeito prá um tabaco.
mas eu tou escrevendo isso não é prá falar de comida, é prá falar da kanako san que deu uma linda canja lá, cantou e enfeitiçou o velho petrocárdio. per baco, evoé!

(foto do jb)
aiaiai.
com a kanako san ao lado fica fácil.
toco o shamissen fazendo da chuva, música.
ô kanako san, que maravilha.
kanako san vai dar um show de música folclórica de okinawa no próximo domingo (7), lá na liberdade. depois ela volta pro japão :¬(
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algum dia tem post especial sobre o issa e o 210 dinner.
provavelmente depois do meu ramadã que termina daqui duas luas cheias.
epa-epa, ligaê
March 1st, 2010amanhã tem o caro fabrício de livro novo.

não conhece?
tá perdendo um grande poeta.
uia!
February 24th, 2010tarde de jotinhas no kintarô
February 9th, 2010puta calor do nono círculo!
nesse inferno sobre sumpalo fui na última sexta-feira apresentar o jb ao kintarô lanches. combinei um post casado sobre o assunto, mas isso de post casado, er, hm, é muito compromisso prá esse velho anarquista que só lhes escreve a cada ano bissexto. entretanto, por conta do abandono desses pixels resolvi cumprir com o combinado.
chega de botar filminhos e enrolar o que sobrou da minha meia dúzia de leitores.

pois então, o kintarô me foi apresentado há uns dez anos pelo sr d. desde então visito o ponto regularmente sempre que vou à liberdade.

kintarô ( 金太郎 ) se pode traduzir como ‘garoto de ouro’. figura infantil folclórica do japão, de força descomunal, dizem, foi criado por yamambá uma ‘ogra’ das montanhas com quem aprendeu a se comunicar com os animais e durante a infância cumpriu tarefas hercúleas. (imagino que se fosse no brasil, ele teria que fazer da política uma coisa honesta – hm… não sei se conseguiria).

nessa gravura de kuniyoshi, de 1830, kintarô é juiz de uma partida de sumô entre um macaco e um coelho.
bom, voltando ao balcão do botequim,
quem não conhece esses parvos que se proclamam foodies? não tem clubber? ou chamam aquelas garotas esquálidas que ficam de pé na entrada dos restaurantes de hostess? tem até corretor que se chama de broker!
pois eu sou botéquer. e estou em extinção. sim, minha espécie tem o nicho ecológico totalmente ameaçado, os verdadeiros botecos estão acabando. nos últimos anos vem sendo substituídos por empresas anônimas com grande poder de mídia (jabá generalizado) e apadrinhadas pela ambev, sadia, visa e outras corporações que fazem questão de colocarem seus logos nos cardápios e em todo lugar possível. prá mim, na minha opinião embriagada, quanto mais cara-do-dono e menos cara-de-arquiteto-de-grife tiver o lugar, melhor.
prá minha sorte ainda existem muitos desses lugares. um exemplar perfeito é o kintarô, lá sobrevivo por milênios, lá sou amigo do rei.
ali se toma mormente aquela beberagem que por aqui chamam de cerveja – ge la dís si ma -, mas há uísque, saquê e foi o primeiro lugar onde comprei uma dose de sochu, – logo depois do gugalá me apresentar o líqüido – ainda no tempo do meu boteco, no século passado, lá nos idos de 89.
mas lava-se os dentes em qualquer lugar, garrafas são sempre iguais. o quente mesmo de lá são os deliciosos acepipes feitos no capricho e concluídos em delícia pela dª líria san.

como o calor está infernal, e eu sempre tenho preguiça, para quem quiser mais detalhes sobre os sabores e confecção sugiro que vejam no jb o rol mais detalhado do que comemos.
além dos comes excelentes de lá a arquitetura é sensacional. é um minúsculo bar de sumotori, com posters e avisos sobre o nobre esporte nipônico. os maquinistas do kintarô são três: dois caras e a mãe deles. a mãe, pilota o fogão e prepara todos os comes, bate ponto de 12 horas, começando as 7 da madrugada. os dois irmãos (ex-lutadores de sumô e estudantes universitários) chegam no fim da tarde e levam o trem até as 23hs. são da maior gentileza e bom humor a dª líria san e seus dois pimpolhos-gigantes willian e wagner.
para clarear (e escrever menos nessa sauna que virou são paulo), achei esse texto no blog…. do kintarô! um texto sensacional mesmo, que dá as oito características que um verdadeiro boteco tem que ter. e o kintarô tem todas(os textos entre colchetes são do autor do blog kintarô):
LOCALIZAÇÃO
Como veremos adiante, botecos não são freqüentados por pessoas que seguem modinhas ou procuram por lugares badalados e que estão bombando. Por isso os bons botecos estão normalmente localizados em bairros residenciais, longes das áreas principais, ou no máximo nos pontos menos movimentados das regiões centrais. [oh yeah!]FREQÜENTADORES
São em sua maioria pessoas tranqüilas, que vão lá com freqüência. Nunca estão sozinhos, mesmo que tenham chegados ao local desacompanhados. Os freqüentadores dos verdadeiros botecos se conhecem e interagem entre si sem muita cerimônia. Botecos não são ambientes formais. Para fazer parte deste grupo basta fazer o mesmo que os clientes mais antigos. Freqüentá-lo e interagir. [oh yeah!]CARDÁPIO
Normalmente não há [nunca tivemos mesmo!]. Quando existem se resumem a uma folha de papel feita a mão e copiada com papel carbono ou ainda uma folha impressa plastificada e já borrada. Os mais clássicos utilizam um quadro na parede com o cardápio feito com letras de plástico [nós tinhamos isso, mas tiramos depois que percebemos que praticamente todos os clientes já conheciam o cardápio e o preço de cor e salteado!!!]. ROOTS.BEBIDAS
Basicamente cerveja. O nível das bebidas varia, é claro, de acordo com o nível do estabelecimento. É Preciso ter um portfólio variado para agradar aos mais diversos tipos de clientes. Um bom boteco, padrão, deve ter na geladeira marcas como Belco, Polar e Fass, as populares Brahma, Antartica e Skol e algo um pouco mais requintado como Bohemia, Antartica Original e Serra Malte [ahá! Segundo essa classificação, somos um boteco requintado!!!]. Lugar de tomar Guiness é em um Irish Bar.
O boteco de qualidade deve oferecer outros tipos de bebidas para seus freqüentadores. Podemos destacar os conhaques e whiskeys. É imprescindível ao bom boteco ter uma boa variedade de cachaça, aguardente ou pinga como preferir, dos mais variados tipos. Esta é a bebida típica do boteco.
Nota: ainda que venda destilados como vodka ou rum, boteco não é lugar para DRINKS. Deve-se no máximo misturá-los algum refrigerante ou puro com gelo. Drink de boteco é rabo de galo [devo lembrar que só no Kintaro tem SAKEDRINE heim!!!].COMIDAS
Cada região tem as suas comidas típicas, mas as características de uma boa comida de boteco são universais. Devem ser gordurosas**, fazer mal a saúde e serem consideradas exóticas por aqueles que não costumam comer em botecos. Um bom tira gosto precisa de no máximo apenas um talher para ser consumido [Hashi!!!]. Podemos citar como exemplos: joelho e pé de porco, língua de vaca, dobradinha, chorisso, torresmo, leitoa, costelinha, frango caipira,caldo de mocoto’, rabada e frituras em geral [costelinha com misso, dobradinha, karaague, kakiague!!! Oh Yeah!!! Tudo Light!!!].
Se nenhuma dessas iguarias te agrada, sinto muito mas o boteco não é o seu lugar.
Ir a um boteco e pedir bata frita é crime, heresia. Não coma nada, mas não peça batata frita.É broxante.OUTROS PRODUTOS
Por normalmente serem afastados do centro e/ou em bairros regionais muitos botecos acabam por se tornar em um quebra galho. Por isso botecos genuínos normalmente vendem além do cigarro e do isqueiro, salgadinhos, chocolates (ambos de marcas genéricas), doces caseiros, sorvetes e em alguns casos até mesmo pão, leite e outros artigos de mercearia. Estes são os mais indicados para dar aquele migué na mulher. Praticidade total. [Acreditem ou não: Kintaro tem balas, chicletes e até bombons!!!]AMBIENTE
Botecos são pequenos, normalmente compostos de um grande balcão e algumas mesas [só tenho 2], daquelas com marcas de cerveja. Nos locais onde é possível, as cadeiras avançam pelas calçadas. Boteco não é lugar para frescuras. Portanto não se surpreenda se o local não for um primor de limpeza e higiene. Normalmente a assepsia, seja ela do balcão, das mesas ou das mãos da pessoa que o serviu é feita com o mesmo pano de prato pendurado no ombro. [opa opa opa!!! Aqui é tudo limpinho, heim!!!] Banheiros não muito convidativos também são típicos destes estabelecimentos e há sempre um vira lata como mascote. [aqui que o texto se engana demais: "Não permitimos animais aqui, nem mesmo se ele for lindinho, fofinho ou cheirosinho!!!"]

conheço muitos entes que não podem ir lá…
DONO
Essa é a principal característica de um verdadeiro boteco. Fator decisivo na sua caracterização. Se você for a um bar e dono não estiver lá, pode esquecer, aquele não é um boteco de verdade. Desde os mais old schools, no qual o dono é também o único funcionário até os mais moderninhos, a presença do dono é fundamental para sucesso do boteco. É ele que cativa os clientes, coloca os assuntos do dia em pauta e define toda a logística e o funcionamento do estabelecimento. Eu por exemplo freqüento um boteco cujo horário de funcionamento depende do grau alcoólico do dono. Se ele bebeu demais o bar fecha cedo, se ele vai mais devagar na bebedeira o bar funciona até tarde. Os donos são o termômetro do boteco. [Será?! E o rango da dona Líria?]
Porém a característica inconfundível e máxima de um boteco relacionada ao seu dono é o nome. Se o nome do estabelecimento for o nome do dono, como o Bar do Silvão na esquina de casa, ai não tem erro, você está num verdadeiro boteco.”
** aqui eu discordo do autor: a comida do kintarô não tem nada de oleosa, ao contrário, é muito da sequinha.
resumindo, visite o kintarô. djá!
e por agora vou parar de escrever, já cansei, nessa idade em que meus dentes já não são os mesmos, prefiro gastar meus últimos neurônios com ervas estranhas e experiências místico-alucinógenas.
tampouco revisarei o texto, assim veio, assim foi.
sempre use camisinha
January 22nd, 2010do ótimo life is finite
vai um tango animado?
January 12th, 2010vrrr
January 10th, 2010o eterno som do motor do ventilador.
verão.


