
na radiografia a tendinite provocada por excesso de beliscos em acepipes e petiscos.
notem a pose tira-um já impressa na ossada.
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pois é, nem sei por onde começo.
talvez pelo primeiro bar onde repoisei no rio – depois do voar na barriga do grande-pássaro-de-metal por uma hora e seiscentos kms – foi no serafim que cheguei, 44 anos, um senhor bar; acepipes portugas e pratos bem feitinhos – a capa de filé tava excelente, não sobrou nada – o chopp, pedido na pressão, vem no ponto; é um bar que tem história nas paredes. muito aprazível, tem muitas coisas em todos os lugares, inclusive no menu.

no final da tarde mandar um chopp e uma empadinha de bacalhau é uma grande pedida.
no almoço mandei um rango (a capa de filé que nem deu pra sair na foto) nota mil – bom e barato.
se tivesse mais tempo, mais tempo gastaria no serafim.

close do balcão com o presunto cru e a moçoila.

aqui um plano mais geral, igualmente cheio de detalhes, ajuntados com o tempo – não é decoração – tem mais cacareco que penteadeira de puta, mais recorte de jornal que álbum de vedete. tem uma luz de fianca que é sublime. em suma, o serafim é o tipo do bar onde eu poderia passar a eternidade.
depois do serafim, e em homenagem a um velho amici, atravessei a rua e fui à tasca do edgar – que, diga-se, é do mesmo cara que manda no serafim.
chovia muito depois de um dia absolutamente infernal. ainda fazia muito calor, apesar da chuva. muito calor e eu sou um sujeito de espécie sub-tropical-do-planalto. porque não fabricam condicionadores-de-ar mirins e portáteis para irmos ao rincões mais quentes do planeta sem suadouro?
por fim, pedi sardinhas para petiscar e sopa leão veloso que caiu perfeitamente bem apesar de quente. nada que uma boa pimenta não resolva.

mas isso foi o final da tarde/começo de noite do primeiro dia. muita água rolou.
no final desse dia senti que já carregava peso extra. um quarto de kilo talvez. ainda faltavam o aconchego carioca, o filé de ouro, o bar da lagoa, o jobi, a adega pérola, o pavão azul…
— ih, caraca – pensei prá mim mesmo – rii, merhmão, não vai ser fácil.
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que edição estranha.
são as tardes quentes de carnaval… tá muito quente agora, mais depois…
licença que vou entrar na geladeira.
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