Monthly Archive for February, 2009

alalaô

eta carná da breca.
lá vou eu de novo testar mais um botequim.
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já de volta, três horas depois.
como já disse o sf, o veloso é um dos botecos mais supimpas dessa capital:
a coxinha não tem prá ninguém, a caipira, então nem se fala. chopp supremo, na tulipa. bolinho de carne, de arroz, sanduba de milanesa… nossa, mais cinco kgs.

veloso reina soberano.
hei de voltar muito lá e escrever um post que se preze.

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amanhã piloto um ossobuco de vitelo à gremolata junto aos anjos.
mais novas mais tarde, ao envelhecer do dia.

kinoshita

eu cheguei a ir ao kinhoshita velho, lá da rua da gloria.
isso já faz tempo e desde que o mura mudou para vila nova conceição eu não tinha pisado mais por lá.
sempre fiz bico torto prá restaurantes modernosos e inventivos. nessa matéria sou um conservador muito do rabugento. mas na última sexta recebi um convite prá ir almoçar ali. convite irrecusável por conta dos papos que rolariam. fui, desconfiadaço, mas fui.

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surpresa inicial: shiokará!
jamais se pode falar mal de um restaurante que tem um ika no shiokará como esse.

ovas de tainha
as ovas de tainha curtidas da maneira tradicional tavam perfeitas.
o arroz no ponto exato.
são coisas que qualquer bom restaurante japonês tem. qualquer bom.

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rolaram coisas alienígenas como espuma de ovas de tainha.
não curto comida-espuma, virou um tipo de chaveco, mas não deixei de provar e o gosto não é nada mal, todavia prefiro a textura original.
espuma é o tipo de coisa que não peço.
o sugaki (salada de ostras) tava excelente.

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rolou também um experimento de fazer um sushi doce(?) de sagu, goiabada e banana frita. isso é como pizza com pêssego em calda, é como feijoada natureba. espero que seja só uma experiência. ou não. sei lá, que cada um que faça como lhe bem aprouver.
apesar desse susto devo dizer que os sushis e o pratos que lá comi estavam supimpas. hei de voltar.

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talvez por serem tão raríssimos os sushis de sagu, de goiabada e de banana frita tenham sido tão fotografados.
oportunidade única de vê-los. oxalá a última.
no geral, gostei de ir de novo no kinoshita, tava muito bom. mas tem que ter ojo na hora de escolher.

dueña lourdes e don felipe mandaram essa:

por email:

Será que alguém está com vontade de almoçar aqui o próximo domingo 22?
Eu ainda estou tentando organizar todo de novo. Carolina voltou para Bogotá e Jerusa e Nena estavam pensando viajar o fim de semana. Ainda assim, pensei, será que consigo. Estava pensando num menu único.
Uma entradinha, sopa de tortilla, picosita, misturando os sabores dos chiles ancho e guajillo com o creme acedo e o queijo fresco, depois uma salada de esquites, milho branco mexicano cozinhado com epazote e chile de árbol e folhas. E o prato principal seriam crepes recheadas de cinco diferentes tipos de cogumelos, entre eles o famoso morilla, numa salsa de chile poblano. E vai incluir sobremesa, sim.
Seria um horário só. Para dar tempo para você sair da cama, beber um café e vir para cá, esquecer a ressaca, esquentar os tamborins e sair daqui direto para avenida.
Essa é a idéia. Será que consigo?

Tem alguém por ai interessado-a?

eu não só estou interessadíssimo como reservei e fui – comida esplendorosa.
por isso que eu gosto dessa cidade.
lourdes
lourdes é genial, difícil conhecer alguém que manje de cozinha como ela.
domoarigato, jb san. grande dica essa sua.

ensalada
“salada de esquites, milho branco mexicano cozinhado com epazote e chile de árbol e folhas” (e baunilha!!!)
benzadeus!

sls
“o prato principal seriam crepes recheadas de cinco diferentes tipos de cogumelos, entre eles o famoso morilla, numa salsa de chile poblano”
avemaria!

pilao
isso sim é pilão.

agora vou jiboiar um pouco, tá muito calor agora, vou voltar prá geladeira. espero conseguir terminar os posts do rio ainda antes do carná, depois – se ela deixar – vou falar da duenã lourdes.
pãtz, haja ânimo. haja mescal.

mãos à obra

mãos
na radiografia a tendinite provocada por excesso de beliscos em acepipes e petiscos.
notem a pose tira-um já impressa na ossada.

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pois é, nem sei por onde começo.
talvez pelo primeiro bar onde repoisei no rio – depois do voar na barriga do grande-pássaro-de-metal por uma hora e seiscentos kms – foi no serafim que cheguei, 44 anos, um senhor bar; acepipes portugas e pratos bem feitinhos – a capa de filé tava excelente, não sobrou nada – o chopp, pedido na pressão, vem no ponto; é um bar que tem história nas paredes. muito aprazível, tem muitas coisas em todos os lugares, inclusive no menu.
rapa

no final da tarde mandar um chopp e uma empadinha de bacalhau é uma grande pedida.
no almoço mandei um rango (a capa de filé que nem deu pra sair na foto) nota mil – bom e barato.
se tivesse mais tempo, mais tempo gastaria no serafim.

balcão 2
close do balcão com o presunto cru e a moçoila.

geral do balcão
aqui um plano mais geral, igualmente cheio de detalhes, ajuntados com o tempo – não é decoração – tem mais cacareco que penteadeira de puta, mais recorte de jornal que álbum de vedete. tem uma luz de fianca que é sublime. em suma, o serafim é o tipo do bar onde eu poderia passar a eternidade.

depois do serafim, e em homenagem a um velho amici, atravessei a rua e fui à tasca do edgar – que, diga-se, é do mesmo cara que manda no serafim.
chovia muito depois de um dia absolutamente infernal. ainda fazia muito calor, apesar da chuva. muito calor e eu sou um sujeito de espécie sub-tropical-do-planalto. porque não fabricam condicionadores-de-ar mirins e portáteis para irmos ao rincões mais quentes do planeta sem suadouro?

por fim, pedi sardinhas para petiscar e sopa leão veloso que caiu perfeitamente bem apesar de quente. nada que uma boa pimenta não resolva.
splvls

mas isso foi o final da tarde/começo de noite do primeiro dia. muita água rolou.
no final desse dia senti que já carregava peso extra. um quarto de kilo talvez. ainda faltavam o aconchego carioca, o filé de ouro, o bar da lagoa, o jobi, a adega pérola, o pavão azul…
— ih, caraca – pensei prá mim mesmo – rii, merhmão, não vai ser fácil.

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que edição estranha.
são as tardes quentes de carnaval… tá muito quente agora, mais depois…
licença que vou entrar na geladeira.

rio 4,2Kg+ (post em andamento)

pan janela

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melô do gnomo do obama

httpv://www.youtube.com/watch?v=A_B5UrI7nAI&eurl=http://www.google.com/reader/view/&feature=player_embedded

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fotos dos botecos cariocas depois da minha caminhada.

+rio

redentor, rogai por eles

fui ao rio para uma visita breve, apenas de uns dias, só prá matar saudades.
acabei por ficar uns e mais alguns dias. tava tudo muito bom, além de matar minhas saudades acabei encontrando o velho decossauro que passava por lá. ótimo pretexto para engordar 3,3kg!!

visu das paineiras
e o rio de janeiro continua lindo. o rio de janeiro continua lindo e me dá a impressão de estar cada vez mais abandonado.
nunca deveriam ter tirado a capital de lá, foi uma cagada histórica.

presídio
logo que cheguei fui convidado para ir a um set de filmagem que aontecia no presídio frei caneca, desativado e muito sinistro.

sala de espera

vista

você vê uma caveira aqui?

sem vista para o mar

equipe
no contra-luz a equipe em torno da câmera.

prisioneiras
prisioneiras da produção?

mais tarde mais fotos.

comuna ou reaça?

anti-horário ou horário?
em que sentido a moça gira?

httpv://www.youtube.com/watch?v=0bq88I4DOD4&eurl=http://www.freshcreation.com/entry/right_brain_vs_left_brain/&feature=player_embedded

se você vê a moçoila girando em sentido horário, como eu vejo, você está usando mais seu lado direito do cérebro e vice-versa.
eu consegui mudar o sentido do rodopio olhando fixamente – nenhum fetiche aqui – pro pé da bailarina.

lado esquerdo aqui (em inglês)
lado direito aqui (inglês também)
vi aqui.

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agora um mergulho no fotochope.
e amanhã las fuetas del rio de xaneiro.

caçarola!

que calor faz aqui.
quero voltar ao meu sub-trópico, no entanto até amanhã estarei aprisionado pela burocracia aérea.
com mil demónios!

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prá encher um pouco de lingüiça vai o trecho final do mito de criação dos brasileiros (tupinambás) que aqui habitavam antes de os europeus chegarem e demolirem tudo:

(…)Todavia Sumé está no céu.
E, para vingar os parentes mortos no rio, Sumé se se transforma em onça e persegue Jaci.
Quando, no fim das chuvas, aparece uma estrela muito vermelha, chamada Jaguar, é Sumé transformado em onça, sujo com o sangue de Jaci.
Jaci, quando reaparece assim sangrando, corre o risco de morrer para sempre.
E os homens batem no chão com seus cajados e, para assustar a onça, gritam eicobé xeramói! eicobé xeramói güé! — “viva, meu avô”.
E Jaci, então se regenera — porque é um grande caraíba.
Os covardes choram, porque sabem que se o mundo acabar a angüera deles será devorada por anhanga.
Mas nós somos fortes e não tememos.
Por isso continuamos matando e comendo nossos inimigos.
Enquanto a onça não comer a Lua.

copiei do sensacional livro que tenho lido por aqui, “Meu Destino É Ser Onça” – mito tupinambá restaurado por alberto mussa.

d’além maire

httpv://www.youtube.com/watch?v=Tn2cpzncBEA

bruno aleixo reinou soberano.
há que se ver os outros quatro ou cinco filmetes do bruno na escola que estão no youtube. imperdíveis.