agosto 30, 2004

senta que lá vem estoria

primeiro dia no barco

encontrei-me com meus caronas, andré e beto ricardo, na frente da biblioteca pública de manaus, que é um show, com uma escadaria de ferro fundido feita no país dos ingleses, os mesmos do porto manauara, provavelmente.
biblioteca

as 0800hs em ponto, como combinado. rola uma charla breve e nos apresentamos, no tempo suficiente pra van chegar e irmos ao tropical hotel, onde encontrariamos os outros tripulantes e passageiros da trip que ia começar em minutos.

lá pinta o primeiro contato com o sebastião borges, o barco do pedrão martinelli
tiao.jpg
o sebastião borges era um barco de carga que foi comprado e transformado em recreio

recreio: é um tipo de barco, aqui da bacia amazônica, é uma embarcação particular, nem de transporte nem de carga, unicamente feita pra o deleite de seu proprietário e basta uma carta de capitão de arraes pra comandá-lo - motivo pelo qual muitos barcos ditos de recreio fazem transporte de pessoas e cargas entre as comunidadades ribeirinhas.

o encontro foi combinado num tal de café brasil, que ainda não tinha aberto, lá já esperavam priscila e adriana, e andré (que já tava comigo na carona), paulistas; vanessa, amazonense; ozan, turco; wolfgang, alemão e andreas heiniger, suiço, que já é muito mais brasileiro que muito marmanjo por aí. eramos todos passageiro pra reconhecimento de locações no parque nacional do jaú

tentei entrar no carne crua pela internet do tropical mas não consegui, pareceu-me que estava fora do ar. deu uma certa ansiedade.

enfim, na hora marcada baixamos ao pier do hotel onde estava ancorada a embarcação, um barco lindo, 23 metros, motor diesel de 375cv, seis camarotes com ar, chuveiro e, sobretudo, o mais importante: uma cozinha maravilhosa, com todo o necessário, básica, pró.
in suma, um barco do além.


pedro apresenta os tripulantes aos passageiros: almir (não tá na foto) e aldemir, irmãos e comandantes da embarcação; amaral, boa gente, faz tudo a bordo; jaqueline (ao lado do pedro) e adriele, cozinha. galera do bem absoluto.
tripulantes
o apito toca, o barco zarpa, sebastião borges vai em direção ao rio negro
rio negro
o calor, o rio, o ritmo do motor, me lembraram minha viajem de iquitos à manaus em 80 e poucos. tesão. é uma questão de horas pra o motor e o balanço do barco começarem a impor o ritmo da viagem.

igarape
algumas horas depois paramos pra dar um mergulho no rio negro e almoçar
natacao.jpg
aí estão wolfgang (fundo) e ozan direto da alemanha pras águas escuras do negro

jaq
a comida a bordo é maravilhosa, a cozinheira, jaqueline, além de cozinhar pra casseta, também é maravilhosa.
jaraqui.jpg
nesse primeiro almoço rolou um jaraqui frito de fazer tupã ajoelhar.


depois do almoço seguimos viagem, no fim da tarde, depois de navegarmos horas pelas anavillhanas ( o maior arquipélago de águas fluviais do mundo) paramos numa lagoa do rio negro, a noite veio.
pdsol.jpg

jantamos um maravilhoso frango no tucupi. supimpa.
luar
e a lua crescia ao som das jias, sapos e aves noturnas

Posted by alberto at agosto 30, 2004 03:47 PM
Comments

Ai, Tô meio atrasada nas estórias do Bertão no Rio Negro. Que maravilha!! Só ver o sorrisão do Pedrão...que delícia, hein, Alberto?
Senti uma brisa fluvial enquanto lia...ai que vontade de estar livre num lugarzão desses...
Tô gostando, conta mais??
Bjos,
Aninha

Posted by: Ana at agosto 31, 2004 03:55 PM

o legal do rio negro é que por conta do seu ph, não tem mosquito...

Posted by: agadir at agosto 31, 2004 07:02 PM

depois do sumiço vem esta historia maravilhosa!!!!
que boa inveja!
conta mais

Posted by: fernando stickel at setembro 1, 2004 12:30 AM

Muito legal!...Mas não se bola beque a bordo?

Posted by: Parangolé at setembro 1, 2004 09:57 AM

[paranga]
se bola, sim siô.

[ana, fs]
hoje boto mais. tou cheio de trampo, tá bacana a coisa por aqui.

[hdir]
nem mosquito, nem carapanã, tinha é morcego hematófago. os que me morderam não agüentaram o teor alcoólico do meu sangue e logo sucumbiram a alguns metros de mim.

brincadeirinha.

Posted by: alberto at setembro 1, 2004 05:11 PM

Às claras?
E a tripulação?
Sei que o dono do barco já é bem crescidinho, mas e os "rentáveis clientes"?
Resumindo: beque na proa ou na popa?

Posted by: Parangolé at setembro 2, 2004 09:43 AM

oi, você pode me dar informações sobre como chegar a este barco sebastião borges? tenho buscado na net mas não encontro.
obrigada
cristina

Posted by: cristina cavalcanti at setembro 30, 2004 10:25 AM
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