primeiro dia no barco
encontrei-me com meus caronas, andré e beto ricardo, na frente da biblioteca pública de manaus, que é um show, com uma escadaria de ferro fundido feita no país dos ingleses, os mesmos do porto manauara, provavelmente.

as 0800hs em ponto, como combinado. rola uma charla breve e nos apresentamos, no tempo suficiente pra van chegar e irmos ao tropical hotel, onde encontrariamos os outros tripulantes e passageiros da trip que ia começar em minutos.
lá pinta o primeiro contato com o sebastião borges, o barco do pedrão martinelli

o sebastião borges era um barco de carga que foi comprado e transformado em recreio
recreio: é um tipo de barco, aqui da bacia amazônica, é uma embarcação particular, nem de transporte nem de carga, unicamente feita pra o deleite de seu proprietário e basta uma carta de capitão de arraes pra comandá-lo - motivo pelo qual muitos barcos ditos de recreio fazem transporte de pessoas e cargas entre as comunidadades ribeirinhas.
o encontro foi combinado num tal de café brasil, que ainda não tinha aberto, lá já esperavam priscila e adriana, e andré (que já tava comigo na carona), paulistas; vanessa, amazonense; ozan, turco; wolfgang, alemão e andreas heiniger, suiço, que já é muito mais brasileiro que muito marmanjo por aí. eramos todos passageiro pra reconhecimento de locações no parque nacional do jaú
tentei entrar no carne crua pela internet do tropical mas não consegui, pareceu-me que estava fora do ar. deu uma certa ansiedade.
enfim, na hora marcada baixamos ao pier do hotel onde estava ancorada a embarcação, um barco lindo, 23 metros, motor diesel de 375cv, seis camarotes com ar, chuveiro e, sobretudo, o mais importante: uma cozinha maravilhosa, com todo o necessário, básica, pró.
in suma, um barco do além.
pedro apresenta os tripulantes aos passageiros: almir (não tá na foto) e aldemir, irmãos e comandantes da embarcação; amaral, boa gente, faz tudo a bordo; jaqueline (ao lado do pedro) e adriele, cozinha. galera do bem absoluto.

o apito toca, o barco zarpa, sebastião borges vai em direção ao rio negro

o calor, o rio, o ritmo do motor, me lembraram minha viajem de iquitos à manaus em 80 e poucos. tesão. é uma questão de horas pra o motor e o balanço do barco começarem a impor o ritmo da viagem.

algumas horas depois paramos pra dar um mergulho no rio negro e almoçar

aí estão wolfgang (fundo) e ozan direto da alemanha pras águas escuras do negro

a comida a bordo é maravilhosa, a cozinheira, jaqueline, além de cozinhar pra casseta, também é maravilhosa.

nesse primeiro almoço rolou um jaraqui frito de fazer tupã ajoelhar.
depois do almoço seguimos viagem, no fim da tarde, depois de navegarmos horas pelas anavillhanas ( o maior arquipélago de águas fluviais do mundo) paramos numa lagoa do rio negro, a noite veio.

jantamos um maravilhoso frango no tucupi. supimpa.

e a lua crescia ao som das jias, sapos e aves noturnas
Ai, Tô meio atrasada nas estórias do Bertão no Rio Negro. Que maravilha!! Só ver o sorrisão do Pedrão...que delícia, hein, Alberto?
Senti uma brisa fluvial enquanto lia...ai que vontade de estar livre num lugarzão desses...
Tô gostando, conta mais??
Bjos,
Aninha
o legal do rio negro é que por conta do seu ph, não tem mosquito...
Posted by: agadir at agosto 31, 2004 07:02 PMdepois do sumiço vem esta historia maravilhosa!!!!
que boa inveja!
conta mais
Muito legal!...Mas não se bola beque a bordo?
Posted by: Parangolé at setembro 1, 2004 09:57 AM[paranga]
se bola, sim siô.
[ana, fs]
hoje boto mais. tou cheio de trampo, tá bacana a coisa por aqui.
[hdir]
nem mosquito, nem carapanã, tinha é morcego hematófago. os que me morderam não agüentaram o teor alcoólico do meu sangue e logo sucumbiram a alguns metros de mim.
brincadeirinha.
Posted by: alberto at setembro 1, 2004 05:11 PMÀs claras?
E a tripulação?
Sei que o dono do barco já é bem crescidinho, mas e os "rentáveis clientes"?
Resumindo: beque na proa ou na popa?
oi, você pode me dar informações sobre como chegar a este barco sebastião borges? tenho buscado na net mas não encontro.
obrigada
cristina