novembro 29, 2006

imposto exposto

o iptu do amor é um saco.

é um sutiã no peito perfeito.
o iptu do amor é o laquê da peça hair.
o iptu do amor é o encontro concretizado e fixo no tempo.
iptu do amor é quase um sacramento, um voto.
é a taxa no fim da estrada,
é o pixote do filme, que mesmo morto tá em todos os cruzamentos.
é anti-amor o iptu do amor.
é aquele sapo básico nº3 que você engole. é quase inexorável, quase.

eu sou contra, não pago.
vou pra solitária mas não pago.
prefiro infinitamente, se é pra pagar, pagar à casa de tolerância, informal, udigrudi.
iptu do amor nevermór.

(não que eu tenha pago ultimamente, mas como isso ainda rola muito solto por aí - e como! - resolvi escrever sobre).

•••

mudando de assunto,

estive conversando com sábios eruditos outro dia e ficamos na dúvida:
faz-se ou não cocô em lavabos? é em lavabos, daqueles cheirosos com toalha de linho e sabonete em forma de limão.
sabe, um barro num local desses pode causar um incidente internacional.
de minha parte sou contra cocôs em lavabos, mas os sábios estavam muito inclinados à maldade e exultando a obra anônima.

Posted by alberto at novembro 29, 2006 12:51 PM
Comments

Amor é lotérico. E na hora H do lavabo, quem manda é o cocô, não o dono ou o lavabo.

Posted by: jayme at novembro 29, 2006 02:08 PM

iptu, ipva, inss, e por aí vai. sonegou todos por amor?

e em lavabo não se faz cocô. passa-se mal, vai até o buteco mais perto, volta prá casa, mas nunca mesmo faça lá.

Posted by: anna at novembro 29, 2006 02:50 PM

Abaixo a discriminacao bostial!!!!
A merda deve ser evacuada, depois de digerida, com orgulho. Fica apenas uma sugestao, fosforos, afinal odores sao mal cheirosos e gasosos.
Viva o cocô livre de preconceitos!!!!!
ED

Posted by: edgard at novembro 29, 2006 03:37 PM

olha, já tive prisão de ventre de semanas por ficar de nhennhennhen em banheiro que não fosse o meu. Doeu pra caramba! Jurei que nunca meis teria frescura. Faço em lavabo, sim. E me superei, fazendo até em banheiro de avião. Hoje meu organismo manda e eu faço. Sou uma escrava de mim mesma. Melhor do que ser escrava de convenções, acho eu.

Posted by: maray at novembro 29, 2006 06:57 PM

adorei a poética do imposto!!!!!!!!!!
quanto ao lavabo, buraco ligado à cloaca máxima, deve ser descarregado o que for...
(bem ventilado, passa rápido)

Posted by: java at novembro 29, 2006 09:45 PM

Tão importante quanto sonegar este imposto, é cuidar de não cobrá-lo.

Posted by: crissmyass at novembro 30, 2006 12:15 AM

hmmmm, em lavabo nao tem chuverinho, isso pega, né? e qdo o lavabo é no meio da sala da festa? fudeu...

Posted by: andrea at novembro 30, 2006 04:30 AM

a. excelente texto, excelente!
criss, excelente ponderação, excelente…
De resto, antes no lavabo (ou até na pia se não houver outra alternativa), do que nas calças!

Posted by: giulio at novembro 30, 2006 09:45 AM

e qdo vc joga este amor no lixo tem que pagar imposto de lixo ou não?

Posted by: gugala at novembro 30, 2006 01:01 PM

mudando de assunto tb.
Pensei que sábios eruditos só cagassem pela boca. Vir-vendo e apre-endendo.

Posted by: gugala at novembro 30, 2006 01:03 PM

Cobra quem quer,
paga quem não vive sem.
Pode-se procurar de graça,
mas quem não paga não tem.

Dura a vida, né?
Ainda mais quando se quer amar.

Posted by: marcelo at novembro 30, 2006 05:03 PM

Obrar num lavabo requer cuidados específicos, segundo a bostiqueta. O usuário não deve jamais borrar a porcelana, pois o risco de ter que limpá-la depois, com papel higiênico, é sólido e certo. Além de ridículo.

Danuza Leão é muito clara, em sua obra Cagando com Danuza: "num lavabo, o correto é a pessoa cagar atrás da porta, cobrindo a bosta com uma revista, de preferência a VEJA. Os conteúdos são complementares e ninguém estranhará".

E vai mais longe:

"É de bom tom levar no bolso - ou na bolsa - um sabugo de milho seco, para limpar o cu. Usar papel higiênico em um lavabo é duplamente arriscado: se o convidado joga o papel no vaso, ele pode entupir e o vexame será inominável. Deixá-lo no cestinho, por sua vez, é inadmissível - o cheiro da merda se espalhará logo por todo o lavabo, denunciando o usuário deselegante. Após o uso, o sabugo pode ser guardado facilmente no bolso - ou na bolsa -, embrulhado ou não em papel higiênico".

Posted by: sf at novembro 30, 2006 05:14 PM

Obrar num lavabo requer cuidados específicos, segundo a bostiqueta. O usuário não deve jamais borrar a porcelana, pois o risco de ter que limpá-la depois, com papel higiênico, é sólido e certo. Além de ridículo.

Danuza Leão é muito clara, em sua obra Cagando com Danuza: "num lavabo, o correto é a pessoa cagar atrás da porta, cobrindo a bosta com uma revista, de preferência a VEJA. Os conteúdos são complementares e ninguém estranhará".

E vai mais longe:

"É de bom tom levar no bolso - ou na bolsa - um sabugo de milho seco, para limpar o cu. Usar papel higiênico em um lavabo é duplamente arriscado: se o convidado joga o papel no vaso, ele pode entupir e o vexame será inominável. Deixá-lo no cestinho, por sua vez, é inadmissível - o cheiro da merda se espalhará logo por todo o lavabo, denunciando o usuário deselegante. Após o uso, o sabugo pode ser guardado facilmente no bolso - ou na bolsa -, embrulhado ou não em papel higiênico".

Posted by: sf at novembro 30, 2006 05:15 PM

iptu do amor só é ruim pra quem paga. pra quem recebe até que é legal. o que importa é o currency. moral, visão moral, mas assim que funciona. podemos apoiar mas não servirmos de barranco, ainda mais se forem em contas a serem pagas. mas se nos pagam as contas, ahhh...

Posted by: tricolor at novembro 30, 2006 05:15 PM

Amor proprietário, territorial, urbano.

Posted by: pecus at novembro 30, 2006 06:16 PM

a. lindo texto !!! bela grfia, mandou bem ... profundo e deveras revoltante o IPTU do amor ...
mas uma coisa é certo ... e disso eu tenho experiência, sonegá dá cana ... e aí a coisa fede seja no lavabo ou não.

deixando a "bostiqueta" de lado
pra mim o lavabo é o preferido!
em casa o escolhido ... reino absoluto
nos alienígenas passe o fax
e num esqueça de portar sempre fósforos.
(sugestão precisa do amigo edgard)

Posted by: BakNando at novembro 30, 2006 08:14 PM

Eu não entendi a metáfora, ou seja lá o que for...
O IPTU do amor é um boquetinho?

Posted by: Cris at dezembro 1, 2006 11:09 AM
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